IMG_8371O III Seminário Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão – Internacional (Siepe) trouxe para o último dia (24/06) a Mesa Redonda: Possibilidades de Internacionalização, com o pesquisador Heikki Ruohomaa, da Universidade de Ciência Aplicada de Häme (Finlândia), e o professor Carlos Ramos, vice-presidente do Instituto Politécnico do Porto (IPP/Portugal). A mesa foi mediada pelo assessor de Relações Internacionais do IFC, André Luiz Gonçalves.

Heikki Ruohomaa, falou sobre o processo de internacionalização por meio da economia circular. De acordo com Gonçalves, a ideia de trazer pesquisador foi com o intuito de apresentar o trabalho desenvolvido no país e verificar a possibilidade de uma parceria entre a universidade de Häme e o IFC.

Carlos Ramos aproveitou a oportunidade para apresentar os projetos e ações desenvolvidos pelo IPP em parceria com instituições de ensino localizadas na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil, entre eles alguns Institutos Federais.

Economia circular prevê parceria futura entre IFC e Finlândia

IMG_8366A economia circular é baseada na sustentabilidade dos recursos, no desperdício zero e no reaproveitamento dos materiais. Segundo Heikki, a finalidade desse novo modelo de economia é pensar em todos os setores, por exemplo: o que a empresa desenvolve, o que será ofertado ao consumidor e como o material utilizado para a fabricação do primeiro produto poderá ser reaproveitado ou transformado em um novo item. “Nós, como educadores, precisamos entender o processo e nos preparar para isso acontecer”, frisou Ruohomaa.

Na economia circular, os bens devem ter um ciclo de vida maior para trazer mais resultados para o consumidor, empresas e meio ambiente. “A ideia é que as pessoas não sejam proprietárias de alguns produtos, mas comprem ou aluguem um serviço”, explicou o pesquisador e ressaltou que a Finlândia pretende ser líder em economia circular até 2025.

De acordo com o assessor de relações internacionais do IFC, existe uma intenção de construir e implantar um programa de economia circular no Instituto, em parceria com a Universidade de Ciência Aplicada de Häme. “O projeto é recebermos os estudantes da Finlândia, por um período de dois anos, para colaborar com o programa e, futuramente, promovermos o intercâmbio dos nossos alunos dos cursos técnicos, graduação e pós-graduação para aprofundarmos o conhecimento na nova forma de economia e, consequentemente, desenvolver a internacionalização do IFC”, finalizou André Luiz Rodrigues Gonçalves.

Parceria IFC e IPP visa qualificação e troca de conhecimento

IMG_8338Carlos Ramos, vice-presidente do Instituto Politécnico do Porto (IPP/Portugal) fez questão de comprar dados geográficos de seu país com o estado de Santa Catarina, e da cidade do Porto com os de Blumenau. Falou sobre sua cultura, infraestrutura de estádios, portos e aeroportos, culinária e pontos turísticos, universidade e, por fim, sobre a internacionalização do IPP.

Recebemos mais de 1.000 estudantes internacionais por ano, sendo que o Brasil é o país que mais nos envia alunos”, frisou ele, reforçando a parceria Brasil-Portugal criada em 2010.

Segundo Ramos, há diversos motivos para que o IFC realize parcerias com o Instituto, são eles: qualidade dos cursos e da pesquisa e desenvolvimento, são 25 centros de pesquisa; Línguas: integração entre estudantes do Brasil, Portugal e diversos países que utilizam o inglês; Programa Erasmus+ e Bolsas: internacionalização e compartilhamento de conhecimento entre países; Qualificação: desenvolvimento de conhecimento voltado à realidade dos IFs por meio de Mestrado aos servidores.

O IPP está em sintonia com o projeto dos Institutos Federais, além de promover a imagem da Rede na Europa. Outro fator são as parcerias de mestrado para os servidores dos IFs, iniciado no IFTM e ampliado para o IFSul, IFG, IFFarroupilha e IFNMG”, explica ele.

Mais informações em www.ipp.pt

*Texto e fotos: CECOM/Siepe.