IMG_8294Um espaço para apresentar os trabalhos, em formato oral, desenvolvidos nos campi do Instituto Federal Catarinense (IFC) que integrem pelos menos duas áreas entre ensino, pesquisa e extensão foi criado dentro do Seminário Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão (Siepe), que, na edição deste ano, aborda o tema internacionalização.

Ao todo foram selecionados, para os simpósios temáticos, 14 trabalhos desenvolvidos por servidores do IFC. Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Cladecir Schenkel, esse espaço possibilita a troca de experiência, a integração entre pesquisa, ensino e extensão, bem como a apresentação das ações desenvolvidas com a comunidade.

É fundamental levar a conhecimento do público interno e externo as atividades que são realizadas no IFC. Existem diversas experiências boas que podem ser compartilhadas e adaptadas aos campi que tiverem o interesse. Essa é a ideia de incluir no Siepe este espaço”, explica ele.

Desde a segunda edição do Siepe, que ocorreu em 2014 no Campus Camboriú, esta atividade faz parte da programação do evento. “Todos os servidores puderam se inscrever e foram selecionados trabalhos que abordem pelo menos dois dos três eixos temáticos, que são ensino, pesquisa e extensão”, complementa Schenkel.

Acompanhe a seguir alguns trabalhos apresentados durante o III Siepe. Confira AQUI a relação de todos os 14 trabalhos selecionados.

Acessibilidade nos editais do IFC

O trabalho desenvolvido pela equipe interdisciplinar do Campus Santa Rosa foi um dos selecionados para o III Siepe. Apresentado pela servidora Rosana Possamai Dela, o projeto visa traduzir, para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), os editais de ingresso do Instituto Federal Catarinense – Campus Sombrio. O objetivo da pesquisa é possibilitar a acessibilidade aos surdos no entendimento e ingresso aos cursos superiores e também técnicos do IFC.

Segundo Rosana, a tradução foi testada no edital de 2015, mas já está pronta para ser utilizada em dezembro, quando serão selecionados os novos alunos dos cursos superiores. “Em três meses de trabalho, conseguimos produzir e gravar o edital e a intenção é disponibilizar a todos os campi.”, salientou. O projeto prevê uma socialização entre os demais tradutores e intérpretes de Libras do IFC para ampliar o acesso dos surdos nas atividades desenvolvidas pela instituição.

Título: “Tradução dos Informativos do Instituto Federal Catarinense para Língua Brasileira de Sinais

Autores: Maria Auxiliadora Araújo, Ulysses Carneiro, Rosana Dela, Vanessa Souza Silva, Mariane.

Especialização originária dos movimentos sociais

É possível fazer diferente dentro de um Instituto Federal”. Foi com esta fala que Paula Andrea Grawieski Civiero iniciou a apresentação do trabalho de comunicação oral: “O Instituto Federal Catarinense (IFC) e a educação no campo: ensino, pesquisa e extensão no campus de Abelardo Luz”, durante o III Siepe. A apresentação mostrou o processo de criação do curso de especialização em Educação no campo, como uma proposta solicitada pelos movimentos sociais da região, especialmente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

A construção do curso surgiu de uma demanda da comunidade, e o Instituto Federal Catarinense atuou de forma colaborativa para a elaboração da especialização. De acordo com Fátima Peres Zago de Oliveira, foram realizadas reuniões entre o IFC e os movimentos sociais para a constituição de uma grade curricular que atendesse às expectativas da comunidade local. “O curso foi construído para aquela realidade específica”, destacou Maicon Fontanive.

A turma da especialização em Educação no campo contou com a participação de docentes de vários campi do IFC e também de outras instituições de ensino do país. “O curso saiu pela vontade de todos os envolvidos, dos movimentos sociais e IFC. O que moveu as pessoas a trabalharam foi a diferença social do contexto em que estamos inseridos”, declarou Paula.

A gratificação pelo trabalho desenvolvido veio com a formatura dos dezenove estudantes do curso. “Realizamos a especialização antes mesmo de ter o Campus Abelardo Luz. Vale destacar que o curso contribuiu muito para o processo de construção do IFC na cidade”, finalizou Paula.

Título: “O Instituto Federal Catarinense (IFC) e a educação no campo: ensino, pesquisa e extensão no campus de Abelardo Luz”.

Autores: Paula Andrea Grawieski Civiero; Ricardo Scopel Velho; Fátima Peres Zago de Oliveira; Solange Aparecida Zotti; Liamara Fornari; Liane Vizzotto; Silvia Fernanda Souza Dalla Costa; Maicon Fontanive; Maria Lenir Stüpp.

*Texto e fotos: CECOM/Siepe.