Durante o III Seminário Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão (Siepe), aconteceram simpósios temáticos para tratar de três propostas de mestrados a serem ofertados pelo Instituto Federal Catarinense (IFC). Todos os debates ocorreram no dia 23 de junho, na Unidade Urbana do IFC Campus Rio do Sul, envolvendo professores e pesquisadores membros da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O objetivo foi discutir as propostas que orientam os documentos de áreas e as políticas que podem ser desenvolvidas na instituição para a promoção e consolidação dos programas.

Mestrado Profissional em Sanidade Animal

IMG_8320O coordenador adjunto da área de Medicina Veterinária da Capes e professor doutor na Universidade Federal de Viçosa, Eduardo Paulino da Costa, abordou os aspectos referentes ao primeiro mestrado profissional ofertado pelo IFC, na área de Produção e Sanidade Animal.

Este é o primeiro mestrado do instituto e o primeiro na área de Medicina Veterinária a ser ofertado pelos institutos federais no Brasil. Segundo Costa, os programas profissionais estão se popularizando no país nos últimos anos. “O principal ponto deste tipo de oferta é realizar um curso na formação de profissionais com foco direcionado nos objetivos específicos das empresas”, explica o mineiro.

Para ele, participar da interação proposta em eventos como o Siepe é importante para conhecer as estruturas educacionais. “As instituições de ensino estão se aproximando das necessidades locais e regionais e contribuindo, cada vez mais, para a construção de novos paradigmas entre universidade/IF e a comunidade”, salienta o pesquisador.

O Mestrado Profissional em Produção e Sanidade Animal destina-se prioritariamente a profissional com graduação na área de medicina veterinária, agronomia, zootecnia, biologia, licenciatura em ciências agrícolas e áreas afins, com reconhecida atuação em produção e sanidade de suínos e aves; produção e sanidade em aquicultura; clínica de pequenos e grandes animais. A proposta de instauração do mestrado foi liderada pelo IFC (Campus Araquari e Concórdia) e conta com a participação da EMBRAPA Suínos e Aves. Mais informações em http://ppgpsa.ifc.edu.br/

Mestrado profissional em Ciências Agrárias

IMG_8330Informações e dicas das melhorias necessárias nas propostas dos mestrados profissionalizantes, na área das ciências agrárias, foram abordadas pelo professor Sílvio Lopes, que é o coordenador adjunto dos programas profissionalizantes de pós-graduação da Capes. Sílvio apresentou o panorama da pós-graduação, o qual conta, atualmente, com 218 programas na área de Ciências Agrárias, dentre os quais 42 estão localizados na Região Sul.

Sílvio salientou que, no âmbito em questão, os cursos de mestrado e doutorado são importantes quando buscam resolver problemas da sociedade, identificados especificamente na área de ciências agrárias. “Quando há uma necessidade específica regional, que requer pesquisas para auxiliar na solução, os programas de pós-graduação podem auxiliar, e isso precisa estar claro nos documentos encaminhados à Capes”, enfatizou Sílvio.

Na apresentação realizada para os professores e pesquisadores da área de Ciências Agrárias, o representante da Capes salientou algumas características necessárias à aprovação do curso, como, por exemplo: relevância do tema e fundamentação; qualificação das pesquisas aplicadas; produção de tecnologia; proponentes com publicações de alto impacto; e formação de mestres para o exercício da profissão.

Após a apresentação, Sílvio foi convidado a conhecer as estruturas do curso de Agronomia do Campus Rio do Sul. O professor parabenizou o IFC pela qualidade dos laboratórios e das áreas de pesquisa da Unidade Sede. A nova proposta de mestrado deverá ser encaminhada à Capes ainda neste ano, em uma nova tentativa de abrir o programa, no âmbito do IFC, em 2018.

Mestrado em Educação e Sustentabilidade

DSC_0522O pesquisador, membro da Capes, Jefferson Mainardes, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), falou aos participantes sobre os critérios de avaliação para aprovação do mestrado acadêmico no Instituto Federal Catarinense (IFC). De acordo com Mainardes, são verificados a organização do programa, o quadro docente, a produção acadêmica, a infraestrutura, entre outros fatores.

Para a aprovação, a Capes observa também se os docentes estão em consonância com a proposta pedagógica do curso. “É analisada a tradição em pesquisa do assunto de, pelo menos, dois anos, e a sua ligação com a graduação”, apontou o pesquisador.

A proposta enviada pelo IFC é de um mestrado acadêmico em Educação e Sustentabilidade, que será ministrado no Campus Camboriú. Segundo a reitora Sônia Regina de Souza Fernandes, até dezembro de 2016, está previsto o resultado da avaliação da Capes. “Se o mestrado for aprovado, a expectativa é iniciarmos as aulas no primeiro semestre de 2017”, finalizou a reitora.

* Textos e fotos: Cecom/Siepe.