COMUNICAÇÕES


RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA DE AVALIAÇÃO EM ENSINO SUPERIOR

Ana Claudia Ferreira

ana.ferreira@ifc-araquari.edu.br

Marilândes Mól Ribeiro de Melo

marilandes.melo@ifc-araquari.edu.br

Este pôster propõe socializar uma prática desenvolvida durante dois semestres, na disciplina de Relações Interpessoais ministrada no Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação. Tendo como fundamento a metodologia de processo avaliativo denominada Diário de Bordo, foram coligidos 217 registros individuais contendo as seguintes perguntas abertas: tema do encontro; atividade realizada em aula; o que foi analisado em aula; o que aprendi, e; como posso aplicar. O objetivo da aplicação desta metodologia consistiu em compreender, em que medida, os temas desenvolvidos durante a disciplina foram apropriados pelos alunos, analisando seus testemunhos nos Diários de Bordo que a cada encontro faziam entrega. Os relatórios dos alunos referentes ao encontro anterior permitiria, por parte do docente, sondar os conhecimentos apreendidos individualmente, dando suporte às abordagens futuras. As análises, para fins do presente relato, foram concentradas no tema comportamento humano, presente no ementário da disciplina, especificamente nos assuntos comunicação e a importância do feedback nas relações interpessoais. Os objetivos que orientaram as análises foram compreender se os alunos demonstraram apropriação do conhecimento articulado no encontro (o que aprendi) e se tal apropriação lhes permite uma condição de agente em seu contexto (como posso aplicar). Ainda que tal prática enseje continuidade, algumas conclusões são possíveis: o entendimento de que a escrita do Diário de Bordo constituiu-se em mais uma oportunidade formativa para os alunos, orientando-os à reflexão e à internalização das temáticas e contribuindo para a consolidação dos conhecimentos; a evidência de que tal instrumento explicita a percepção dos conteúdos apreendidos, tanto para os alunos quanto para o docente que os avalia, e promove o aluno à condição de agente diante do processo de avaliação, e; a constatação de que tal prática instiga a reflexão sobre as atitudes de cada participante e motiva para mudanças pessoais e no contexto de atuação.

Palavras-Chave: Prática Docente. Avaliação. Diário de Bordo.


PROJETO DE PESQUISA: MAPEAMENTO DA DESIGUALDADE ESPACIAL DA EDUCAÇÃO

Eduardo Augusto Werneck Ribeiro

eduardo.werneck@saofrancisco.ifc.edu.br

Com a partir do Plano Nacional de Educação (junho de 2014), deslumbra-se a possibilidade da relativização dos parâmetros ou dos índices que aferem a qualidade da educação. Os mais conhecidos são o IDEB e o PISA. Embora existam avanços significativos sobre o tema, neste caso, abordaremos sobre o PISA. Este indicador ainda não sinaliza um problema que está cada vez mais sub-representado nos resultados: Mesmo que os alunos tenham frequentado a escola com um mesmo tempo de estudo, os alunos de ambientes socioespaciais mais privilegiados comparado com os mais desprovidos refletem diferenças significativas no desempenho do teste. Ser rico ou pobre em um país desenvolvido, onde o sistema educacional oferece oportunidades de aprendizagem iguais, os resultados são homogêneos, nos países com grandes disparidades sociais, os indicadores são heterogêneos e dispares. Diante disto, instiga-se a pensar o Brasil. O objetivo deste projeto é mapear a desigualdade socioespacial de escolas e seus alunos em seus diferentes contextos, tentando responder a seguinte questão: Será que um aluno pobre/rico de um espaço privilegiado tem a mesma oportunidade de que um aluno pobre/rico de um espaço desfavorecido. Para isto, o projeto será amplo e buscará refletir a escala nacional das desigualdades socioespaciais. Assim, pretende-se: a) Estudar vários Estados e seus municípios que representem a desigualdade da Federação. Para cada localidade escolhida, espera-se encontrar três escolas que receberão o teste do PISA. A primeira escola receberá acompanhamento dos pesquisadores e no final do ano será aplicada a prova. A segunda escola será apenas convidada para fazer a prova no final do ano, sem acompanhamento e a terceira escola será convidada com alguns meses de antecedência da prova (grupo controle). Espera-se identificar o perfil do aluno em cada escola e relacionar com o desempenho do aluno. b) Em uma segunda etapa, associaremos os resultados em com um banco de dados (Sistema de Informação Geográfica) que permitirá analisar os dados dos testes com os do censo escolar, censo do IBGE e outros dados socioeconômicos que as escolas possam disponibilizar. O projeto ainda está em elaboração em parceira do IFC com a UNESP (Marilia, Presidente Prudente), USP, Universidade Estadual de Maringá, UFRJ, PUC-RS.

Palavras – chaves: Parametrização da educação, PISA, mapeamento da desigualdade.


MODA À MATEMÁTICA

Araceli Gonçalves Schneider

araceli.goncalves@ibirama.ifc.edu.br

A matemática quase sempre é vista como vilã, sendo a mesma atribuído os altos índices de reprovação e evasão escolar. Frente ao exposto, urge a necessidade de um ensino desta matéria de forma mais atrativa e adequada a necessidade dos alunos. Pensando nisso, optou-se por usar de um projeto de pesquisa como agente facilitador desta aproximação da matemática com o interesse das alunas matriculadas da turma de curso Técnico em Vestuário 2013. Para tanto, escolheu-se como objeto de estudo as estampas utilizadas por estilistas em três coleções: uma do Yves Saint Saurent, outra da Prada e ainda uma da Colcci. Todas estas coleções contém na estampa diversas formas geométricas. A partir das mesmas, serão feitos diversos estudos, buscando encontrar os elementos matemáticos, proporcionando uma integração entre as disciplinas de Matemática, História do Vestuário e Modelagem. A aluna bolsista desenvolverá a pesquisa bibliográfica sobre as coleções escolhidas e coleta de material, bem como ajudará na elaboração das atividades, buscando o envolvimento da maior número possível de alunas da sala. Pretende-se também expor este projeto em diversos eventos, tais como a Feira Regional de Matemática e a Feira do Conhecimento, a fim de socializar as práticas realizadas no IFC- Ibirama com a comunidade em geral, bem como motivar outros alunos a prática da pesquisa. Como a pesquisa se encontra em andamento, não há resultados finais. No entanto, pode-se apontar como resultados preliminares o aumento no interesse das alunas da turma pelas disciplinas envolvidas; o aumento na procura para a participação em projetos de pesquisa e extensão no campus e o envolvimento de atores da comunidade em geral em algumas atividades dentro do campus.

Palavras-chave: Matemática, moda, pesquisa.


INÍCIO DA DOCÊNCIA: ACOMPANHAMENTO E AÇÕES DE APOIO AOS PROFESSORES INICIANTES NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO

Dirlene Glasenapp

dirgla@hotmail.com

Márcia de Souza Hobold

marcia.hobold@univille.edu.br

O início da docência se constitui como um período de descobertas e desafios. É a etapa em que o professor passa a ter contato efetivo com seu campo de atuação e as peculiaridades do trabalho docente. Deste cenário emergem necessidades de acompanhamento e apoio aos professores iniciantes que, muitas vezes, se deparam com situações novas, desafiadoras e se veem impelidos a encará-las solitariamente. A quem estes profissionais recorrem diante de tais situações? Com quem podem/devem contar? Esta pesquisa tem como objetivo conhecer o processo de acompanhamento e as ações de apoio oferecidas aos professores em início de carreira na Rede Municipal de Ensino de Joinville. Para tanto, buscar-se-á conhecer as ações de apoio aos professores em início de carreira realizadas pela Secretaria Municipal de Educação; compreender como ocorre o processo de acompanhamento dos professores em início de carreira realizado pelos diretores e supervisores das escolas; identificar como os professores experientes acolhem os professores iniciantes na escola e identificar ações de apoio que contribuam para o desenvolvimento profissional dos docentes em início de carreira, evidenciadas juntamente aos diretores, supervisores e professores experientes. Esta pesquisa tem a abordagem qualitativa como caminho metodológico, utilizando-se a entrevista semiestruturada como instrumento para a coleta de dados e a análise de conteúdo como método para a interpretação das informações coletadas. Serão entrevistados diretores, supervisores escolares, professores experientes e a coordenadora do Ensino Fundamental da Secretaria de Educação de Joinville para compreender como estes profissionais realizam o processo de acompanhamento dos docentes iniciantes na Rede e as ações de apoio a eles oferecidas de forma que contribuam para o desenvolvimento profissional desses professores. Os aportes teóricos que fundamentarão a análise dos dados serão André (2012), Gatti (2012), Huberman (2007), Lima (2006), Marcelo Garcia (2009), Romanowski (2012), Tardif (2002) entre outros pesquisadores que se dedicam ao estudo desta temática. A partir dos dados da pesquisa, pretende-se contribuir para o planejamento de ações de apoio que possam ser oferecidas aos professores iniciantes da referida Rede de Ensino.

Palavras-chave: Início da docência. Trabalho docente. Ensino Fundamental. Diretores e supervisores escolares.


LÍNGUA PORTUGUESA E IDENTIDADE: DIÁLOGOS POSSÍVEIS

Andréa de Oliveira

decaoliva@yahoo.com.br

O presente projeto de pesquisa foi realizado no contexto dos estudos da disciplina – Brasil Colonial durante o curso de graduação, Licenciatura em História na instituição UNIASSELVI no inicio do ano letivo de 2014 e gravitou entorno do seguinte problema: A língua portuguesa como veículo de marcas identitárias é uma temática possível para um projeto investigativo que possibilite o diálogo entre as disciplinas de História e Língua Portuguesa? Teve como objetivo central analisar o contexto histórico do Brasil durante o período colonial e demonstrar a viabilidade de projeto interdisciplinar que discuta a temática no âmbito escolar. Como metodologia optou-se pela pesquisa bibliográfica. Os resultados possibilitaram a discussão e contextualização do período das Grandes Navegações que expandiu as relações comerciais e culturais trazendo novas perspectivas e realizações, tendo foco na cultura portuguesa que se destaca nessa empreitada graças ao poderio de conhecimento naval, tratando ainda da imposição do uso da língua portuguesa durante o processo de colonização e das demais influências sofridas para a futura formação de uma identidade nacional brasileira.

Palavras-chaves: colonização, Língua Portuguesa, identidade


A CONSTRUÇÃO DE SABERES POR MEIO DO PATRIMÔNIO: O EXEMPLO DA CIDADE DE SÃO FRANCISCO DO SUL, SC

Andréa de Oliveira

decaoliva@yahoo.com.br

O referido projeto de pesquisa foi realizado no segundo semestre de 2013 e teve como problema central o seguinte questionamento: o patrimônio cultural presente no Centro Histórico da cidade de São Francisco do Sul, é utilizado para construir ou potencializar saberes? O objetivo principal foi analisar os espaços institucionalizados de memória e as práticas educacionais ligadas ao patrimônio cultural na cidade de São Francisco do Sul. Cidade localizada na Região Nordeste do Estado de Santa Catarina que teve seu Centro Histórico tombado por lei federal no ano de 1987 e que comporta em sua área três significativos museus. Historicamente a região pode ser considerada uma das mais antigas à ser visitada por europeus e o povoado, do qual mais tarde se originou a cidade de São Francisco do Sul, foi o primeiro estável na Região Sul. A metodologia aplicada foi pesquisa bibliográfica e de campo, considerando as observações e informações coletadas nos arquivos do escritório técnico do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em São Francisco do Sul, no arquivo do Museu Histórico Prefeito José Schimidt, no arquivo do Museu Nacional do Mar e no Museu Diocesano de Arte Sacra Padre Antônio Nóbrega. Os resultados obtidos apresentam a cidade como ponto de escolha para aulas- passeio por inúmeras escolas da região e demonstram que a cidade é uma referência para inúmeros pesquisadores da área do Patrimônio e da História. Percebe-se ainda, algumas ações concretas por parte de algumas instituições que contribuem para a apropriação do patrimônio local e para a construção de saberes interligados que permitem aos visitantes a compreensão do mapa onde estamos alicerçados.

Palavras-Chave: saberes, patrimônio, São Francisco do Sul


CONSTRUINDO CONHECIMENTO HISTÓRICO POR MEIO DE REVISTAS

(PRIMEIRA REPÚBLICA 1889-1930)

Esther Mayara Zamboni Rossi

esther.rossi@ibirama.ifc.edu.br

A Primeira República brasileira de 1889-1930 é um dos períodos mais requisitados nos vestibulares e Enem, além desta demanda entender a chamada República Velha em suas várias dimensões possibilita uma análise de Conjuntura mais aprofundada. Neste período o público leitor e consumidor aumenta significativamente demandando uma representação nos periódicos nacionais. As revistas que até então representavam e legitimavam literatos e as oligarquias, abrangem cada vez mais assuntos e personagens, cita-se: imprensa operária, de propaganda, femininas no estilo “rainha do lar” ou feministas, infantis, etc. Com o objetivo de aperfeiçoar a escrita e a habilidade de interpretar processos históricos dos alunos e alunas do ensino médio integrado ao vestuário, informática e eletromecânica do Instituto Federal Catarinense – Campus Ibirama, foram desenvolvidas na disciplina de História atividades de produção de uma revista nos moldes dos periódicos da Primeira República. A atividade foi desenvolvida com os estudantes dos Terceiros anos, englobando todos os aspectos estudados sobre este período deste a transição da Monarquia para a República até as mudanças sociais, culturais e econômicas. Com o intuito de problematizar estes assuntos, evitando anacronismos, utilizando as linguagens da época, entre elas as charges e fotografias. Para tanto utilizamos os principais historiadores (as) que versam sobre diferentes aspectos da primeira Republica, artigos de revistas contemporâneos, e análise do periódico Fon-Fon disponível na Biblioteca Nacional digitalizado e O Malho disponível na Casa Rui Barbosa digitalizado. Cada revista deveria conter, um editorial, uma reportagem principal escrita por todos os integrantes do grupo, reportagens escritas por cada um dos integrantes, propagandas e charges (originais ou das revistas citadas acima). O exercício possibilitou a produção do conhecimento, através da pesquisa em fontes históricas e análise do contexto estudado com o auxílio de diferentes correntes historiográficas. Pode-se citar ainda a possibilidade de desenvolver a escrita coletiva e individual observando os diferentes olhares históricos possíveis em cada conjuntura.

Palavras-chave: História, Primeira República, Construção do Conhecimento, Periódicos


EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA: UMA ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR NA ESCOLA

 

Juliano Agapito

juliano.educacao@gmail.com

Dirlene Glasenapp

dirgla@hotmail.com

 

Tendo em vista a relevância que as questões ambientais assumem no atual contexto social, político e econômico em que estamos engendrados, é importante que esta temática esteja presente nas práticasdesenvolvidas nos espaços escolares, haja vista que a escola, há tempo, tem se configurado como uma singular possibilidade de promover mudanças de atitude que se estendem para além de seus domínios. Neste sentido, o presente relato de experiência objetiva descrever a execução de um projeto interdisciplinar com vistas à promoção da consciência ecológica dos alunos e à contribuição que dela pode decorrer para a formação de cidadãos ecologicamente comprometidos com a sustentabilidade. O projeto Mudar Hábitos para Mudar o Mundo originou-se da participação dos alunos do 3° ano do ensino fundamental de uma escola pública de um município catarinense em um concurso teatral que envolveu as temáticas ambientais, e voltou-se especificamente ao tema Mudanças de Hábitos em Relação à Água e Esgoto. Sua realização se deu em sete etapas, de modo processual, nas quais foram propostas atividades para embasar teoricamente os alunos sobre os conceitos trabalhados e desenvolver meios de disseminar as aprendizagens com a comunidade escolar. Dentre as práticas realizadas em diversas disciplinas curriculares (Matemática, Língua Portuguesa, Educação Física, Ciências, História, Arte e Geografia), pudemos perceber que a interação decorrente de atividades como pesquisas na comunidade, estudos de campo, confecção de murais, painéis interativos, resgate histórico do saneamento local e peça teatral, entre outras, possibilitaram a construção de conhecimentos referentes ao meio ambiente, sustentabilidade, consciência e cidadania ecológica, contando também com suportes teóricos em relação a tais conceitos, como os de Baldin e Hoffman (2012), Baldin e Albuquerque (2012) e os pressupostos da epistemologia histórico-cultural a partir de Vygotsky (2010). Ao passo que percebemos a tomada de consciência dos alunos quanto à importância da mudança de seus hábitos individuais e coletivos para a promoção da sustentabilidade, acreditamos também que o presente projeto tenha possibilitado uma reflexão, mesmo que inicial, acerca dos aspectos políticos e econômicos que do mesmo modo permeiam tais discussões no âmbito social.

Palavras-chave: Meio ambiente; Consciência ecológica; Cidadania ecológica; Sustentabilidade; Interdisciplinaridade.


ANÁLISE DE CIÊNCIA TECNOLOGIA E SOCIEDADE NOS LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICA

Fabrício Gabriel Mota

fabrício.gmota@gmail.com

Tatiana Comiotto Menestrina

comiotto.tatiana@gmail.com

Ricardo Dagnoni Huelsmann

Thiago de Figueiredo Rosa

A abordagem de Ciência Tecnologia e Sociedade, CTS, no ensino de química é uma tendência crescente desde a década de 70 no Brasil e no mundo, pois visa mostrar ao aluno a ciência enquanto atividade humana em processo, a influência que a tecnologia tem sobre ela e sua ação social. Quando tratamos dos livros didáticos os mesmos vem sendo distribuídos gratuitamente para o ensino médio através do PNLD, porém os mesmos ainda apresentam um caráter não contextualizado e extensivamente teórico, não condizente com a nova proposta para a educação do país. O processo de análise destes livros se iniciou com a criação de uma tabela com os critérios eleitos mais relevantes para que um livro didático possa servir como um recurso didático atual, os critérios adotados foram: Linguagem, dos Textos, o Livro do Professor, os Aspectos Históricos da Construção do Conhecimento e a Abordagem CTS. A cada um destas séries de conceitos foram atribuídas notas de zero a quatro, não podendo ser números fracionários e que representam, respectivamente, não se aplica, não relevante, pouco relevante, relevante e muito relevante. Com a atribuição destes conceitos o processo no final conta com uma nota final que varia de zero até dez para o volume individual do livro e ao final da análise de todos, da coleção. Como primeira análise foram avaliados os livros da coleção mais utilizada no Estado de Santa Catarina, sendo esta a coleção de Peruzzo e Canto, Química: Abordagem no Cotidiano. A coleção é composta por três livros cada volume é direcionado a uma série específica do ensino médio e foi esta a coleção escolhida para o teste do instrumento de análise elaborado. Com toda a análise realizada na coleção chegamos a um conceito final, para a coleção de 4,5/10, mostrando que o livro não compreende os aspectos do ensino CTS como é proposto pelo próprio PNLD e que não é elaborado com essa intenção, mostrando talvez a falta de conhecimento sobre o tema que os autores possam ter visto que em diversos momentos o livro exemplifica algumas aplicações industriais e tecnológicas, talvez como uma certa tentativa de obter uma abordagem CTS, porém a mesma não é bem realizada visto que não consegue gerar uma discussão ou fazer com que o aluno relacione o conceito científico com a tecnologia e a sociedade em que está inserido. Pode-se então concluir que a coleção analisada não apresenta ou apresenta muito pouco de abordagem CTS no decorrer do livro e então podemos propor aos autores uma reescrita dos mesmos aplicando este tipo de abordagem e no livro para gerar um ensino mais contextualizado e presente no cotidiano do estudante de ensino médio.

Palavras-chave: Ciência Tecnologia e Sociedade; Livros Didáticos; Ensino de Química.


PERSPECTIVA EDUCACIONAL INCLUSIVA E DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES

Juliano Agapito

juliano.educacao@gmail.com

Sônia Maria Ribeiro

soniaproesa@gmail.com

Esta pesquisa tem como objetivo conhecer as concepções que os acadêmicos do último ano/semestre dos cursos de licenciatura de uma Universidade Comunitária de SC têm acerca da educação inclusiva. A definição deste propósito ocorreu mediante alguns questionamentos: em relação ao modo como os estudantes de licenciatura compreendem conceitos como os de educação inclusiva, educação especial e diversidade; referentes à abordagem da educação inclusiva promovida pelos professores formadores, por seus respectivos cursos e pela própria instituição; e quanto as suas perspectivas de atuação profissional. Ao considerar as temáticas que se evidenciam no objetivo e nos questionamentos explicitados é necessário considerar que a atual configuração da educação brasileira, permeada pela perspectiva educacional inclusiva, incide diretamente na formação dos futuros professores com vistas a esta nova concepção de educação. Com base em um conceito de formação docente pautado no processo de desenvolvimento profissional (MARCELO, 2009), este estudo compreende a formação inicial como o momento deste processo que fornece as bases sobre as quais serão edificados os conhecimentos pedagógicos necessários ao adequado exercício da profissão (IMBERNÓN, 2011). Diante deste cenário, que revela a premência de se articular os cursos de licenciatura com uma concepção de educação inclusiva centrada na diversidade humana, os caminhos metodológicos trilhados pautam-se em uma abordagem qualitativa de pesquisa em educação, configurando-se como um levantamento do tipo survey. Os sujeitos de pesquisa foram 124 acadêmicos de sete cursos de licenciatura e a interpretação dos resultados se deu por meio da análise de conteúdo proposta por Franco (2012), da epistemologia histórico-cultural e contou com a contribuição de autores como Garcia (2013), Barreto (2010), Jesus (2008), Bueno (2008), Rodrigues (2006), Diniz-Pereira (2006), entre outros. Das discussões decorrentes da análise se destacaram os seguintes resultados: Os estudantes concebem educação especial e inclusiva de maneira intrínseca, tomando-as muitas vezes como sinônimos e revelando dúvidas ao distinguir seus públicos. No tocante à diversidade, constataram sua relação com a educação inclusiva, contudo, não demonstraram compreender a gama de sujeitos que a compõem. Quanto aos princípios inclusivos nos cursos de formação inicial, consideraram a abordagem oferecida parcialmente inclusiva. Avaliar as práticas observadas na universidade se configurou como uma significativa possibilidade de reflexão quanto a esta temática. Ainda nesta avaliação, 54% do grupo pontuou que não foi adequada a relação entre teoria e prática da educação inclusiva durante a formação inicial, e cerca de metade dos estudantes também relatou não ter sido possibilitada a experiência de lecionar para alunos com deficiência ou dificuldades de aprendizagem durante o estágio curricular supervisionado, o que contribuiu para um percentual de 45% do grupo que não se sente preparado para atuar na perspectiva da inclusão. Os dados que emergiram do estudo possibilitaram apresentar proposições à instituição pesquisada com vistas a possíveis adequações em seus cursos de formação inicial que concorram para aprimorar os serviços oferecidos à comunidade acadêmica, do mesmo modo que se confirmou relevante o avanço nos estudos em torno desta interlocução entre formação inicial de professores e educação inclusiva.

Palavras-chave: Formação inicial de professores; Educação inclusiva; Diversidade; Inclusão na educação básica.


MODA, MATEMÁTICA E PRODUÇÃO CIENTÍFICA: POSSIBILIDADES PARA UM ENSINO INTEGRADO

Cleonice Marisa de Brito Naedzold de Souza

cleonice.souza@ibirama.ifc.edu.br

Araceli Gonçalves Schneider

araceli.goncalves@ibirama.ifc.edu.br

O presente relato refere-se ao trabalho realizado no curso Tecnólogo em Desing de moda, 1º semestre de 2014 nas disciplinas de Matemática e Comunicação e Linguística. A proposta sugerida aos alunos era que desenvolvessem uma pesquisa teórica bem como uma pesquisa de campo ligada à moda. Os alunos se organizaram em pequenos grupos e escolheram um tema para desenvolver a pesquisa. Num segundo momento elaboraram um questionário com 10 perguntas objetivas que foi aplicado segundo os critérios estabelecidos pelo grupo. Depois dos questionários respondidos cada grupo fez a análise dos resultados que foram colocados em gráficos e tabelas. Após essa análise o grupo escreveu um paper em que relata cada etapa do trabalho realizado assim como os resultados obtidos na pesquisa. O objetivo era utilizar os conhecimentos adquiridos em matemática na área de estatística de forma que os estudantes pudessem perceber a importância desse aprendizado no curso e para o trabalho futuro, pois para uma empresa lançar um produto no mercado é preciso conhecer os gostos e preferências e a que público deve direcionar seus produtos, uma vez que o segmento da moda é muito concorrido. A escrita do trabalho foi desenvolvida e orientada na disciplina de linguística e comunicação posto que é uma atividade que requereu dos estudantes a escolha da linguagem adequada para um trabalho acadêmico considerando as informações essenciais e relevantes para o texto. Os temas trabalhados foram ligados aos diversos segmentos da moda, como por exemplo tendência animal print, fenômeno fast fashion, tipos de estampas, lojas de departamento: Havan, tamanhos plus size, uso do uniforme no ambiente de trabalho entre outros. Para finalizar os resultados foram apresentados num seminário. Cada grupo preparou a apresentação de sua pesquisa usando recursos multimídia para compartilhar os resultados Percebeu-se que os alunos desenvolveram o trabalho com muito interesse e o aprendizado foi muito bom para todo o grupo.

Palavras-chave: Matemática; Comunicação; Moda; Interdisciplinaridade.


ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL: EVITANDO O DESPERDÍCIO

Ewelyn de Paula Fernandes Bidóia

ewelyndepaula@yahoo.com.br

Este projeto foi desenvolvido na Escola Municipal São Benedito, Município de Araquari –SC, e verificou-se através de sondagens realizadas que os educandos desperdiçavam uma significativa quantidade de alimentos durantes as refeições, sensibilizar o educando sobre esta questão de desperdiçar comida era o foco principal. O projeto foi desenvolvido com a turma do terceiro ano no período do intermediário, cujo o horário do recreio coincide com o almoço. O objetivo geral foi conscientizar os educandos sobre os hábitos de uma alimentação saudável evitando o desperdício, bem como classificar a origem dos alimentos, conhecer o cardápio da semana elaborado pela nutricionista e verificar de acordo com o cardápio quais são os dias em que se é desperdiçado mais alimentos, realizando desta forma campanhas em outras turmas para evitar o desperdício. Como metodologia num primeiro momento foram utilizadas sondagens realizadas pelos educandos, e análises dos dias da semana em que eram jogados mais alimentos fora e qual era o cardápio para cada dia da semana fazendo desta forma a relação com o tipo de alimento mais consumidos pelas crianças. Na segunda etapa do projeto as crianças elaboraram a pirâmide alimentar em forma de triângulo e utilizaram materiais recicláveis para confeccionar em formas geométricas os objetos que estão envolvidos na hora das refeições como prato – círculo, mesa – retângulo. Confeccionaram jogos matemáticos que envolviam a questão do desperdício como trilhas das quais estavam escritas que se você comeu salgadinhos então deveria voltar cinco casas. Os resultados foram observados através da redução de quantidade de alimentos jogados for a na hora das refeições, as atividades realizadas pelos educandos que consistia em elaborar, criar regras e jogar seus próprios jogos matemáticos trabalhando de forma consistente a interdisciplinaridade. Como o objetivo do projeto era conscientizar os educandos, confeccionaram cartazes, folders sobre quais práticas podemos adotar para evitar o desperdício de comida e como ser um cidadão consciente e participativo numa sociedade que exige cada vez mais mudanças.

PALAVRAS CHAVES: Conscientização; Desperdício de alimentos; Jogos matemáticos.


TARDES DE LEITURA

Cleonice Marida de Brito Naedzold de Souza

cleonice.souza@ibirama.ifc.edu.br

Marilene Maria Schmidt

marilene.schmidt@ibirama.ifc.edu.br

Sabe-se que a prática da leitura é muitas vezes negligenciada na escola por falta de tempo, por falta de perseverança na atuação de professores, que muitas vezes não estão preparados para apresentar aos estudantes os textos, os autores, e gêneros literários. Todo esforço para a prática da leitura é necessário pois atualmente os jovens veem a leitura como algo entediante, demorado. Outro fator preponderante é a rapidez e as muitas facilidades das tecnologias com que os jovens utilizam faz com que a leitura seja deixada de lado. O projeto Tardes de leitura surgiu de uma continuidade de outro projeto já concluído pelo IFC que foi iniciado pela professora Gisele Kaminski. O objetivo do projeto é incentivar a leitura e ampliar o conhecimento de autores brasileiros contemporâneos. Assim a literatura atua como coadjuvante para o jovem na construção de sua identidade; formação de valores próprios e auxilia também na ampliação do vocabulário. Segundo BORDINI e AGUIAR(1993) o ato de ler traz ao leitor a possibilidade de se reconhecer no texto, como sujeito, mas também possibilita o encontro com o novo, assim esse encontro/descoberta torna a atividade da leitura agradável e enriquecedora. Este trabalho é direcionado aos alunos do ensino fundamental de escolas públicas do município de Ibirama que estejam no último ano do ensino fundamental. Através de oficinas mediadas por uma bolsista, Monique Knoch, que foi selecionada pelas professoras envolvidas, sob a orientação e direcionamento da coordenação do projeto, são trabalhados textos de Carlos Heitor Cony, Walcyr Carrasco, Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Morais, entre outros. Serão seis encontros que acontecem a cada quinze dias nas dependências do IFC às quartas-feiras no período vespertino.

Palavras-chave: Leitura; Literatura contemporânea; Autores brasileiros.


AFETIVIDADE NOS DIZERES DOS PROFESSORES: PERCEPÇÕES E CONCEPÇÕES ACERCA DO TEMA

Clésnia de Oliveira

keka.joi@hotmail.com

Gilvana Meslin Oliveira da Maia

Este estudo objetivou compreender diferentes percepções referentes à afetividade na ação pedagógica com crianças de 5 a 11 anos. De natureza qualitativa, foi realizada em uma instituição de educação básica. Como instrumento de coleta de dados foi utilizada uma entrevista semiestruturada. Os dados analisados tiveram como base os estudos, sobretudo de Wallon (1989), no que tange sobre a afetividade no desenvolvimento humano e de Leontiev (1978) sobre motivação. A interpretação desses dados mostrou que os professores do estudo têm conhecimento empírico sobre afetividade, construído particularmente por concepções e valores pessoais, que se expressa em suas práticas cotidianas com as crianças e que acreditam na importância da afetividade como elemento motivacional no processo de ensinar-aprender por meio de vários componentes, em especial: construindo diálogos, criando vínculo e respeitando a subjetividade da criança. Nota-se a ausência de afetividade negativa nos dados, pois o grupo demonstrou conceituar a afetividade como algo positivo na vida escolar do sujeito. Assim, no levantamento realizado constatou-se que poucas pesquisas na região Sul do Brasil têm a afetividade como foco central do trabalho, fato que atesta então a relevância do presente estudo, que tem como problemática: Quais as percepções de professores referentes à afetividade como motivação na ação pedagógica com crianças de 5 a 11 anos? Dessa questão principal emergem os objetivos específicos da pesquisa, que são: identificar a compreensão da afetividade no processo ensino-aprendizagem; e identificar os componentes da afetividade manifestados no cotidiano desse processo e a relação da prática desses componentes com a motivação das crianças.Foi aplicada individualmente com os sujeitos uma entrevista semiestruturada com os eixos norteadores: afetividade no processo ensino-aprendizagem, motivação das crianças nesse processo, componentes da afetividade no processo ensino-aprendizagem. Para a análise dos dados empíricos, seguiu-se as orientações de Minayo (2002), focalizadas na identificação das categorias que emergiam dos dados referentes à entrevista, e, após as entrevistas transcritas, os dizeres dos sujeitos foram agrupados em categorias. Identificou-se três categorias para as análises: a) concepções sobre afetividade; b) a afetividade como elemento motivacional no processo de ensinar-aprender e c) os componentes da afetividade que motivam o processo ensino-aprendizagem.

Palavras-chave: Afetividade; motivação; processo de ensino-aprendizagem.


INTERVENÇÕES DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS NO ENSINO DE PLANTAS MEDICINAIS: TRABALHANDO A INTERDISCIPLINARIDADE E CONSTRUTIVISMO COM ESTUDANTES DE ENSINO MÉDIO

Erik Nunes Gomes

erikgomes93@hotmail.com

Fernando Prates Bisso

Gislene Miotto Catolino Raymundo

Roselaine Vieira Sônego

O Estágio Curricular Supervisionado consiste em um momento ímpar na formação de professores, pois, além de possibilitar uma aproximação com o futuro lócus profissional, subsidia, se pautado na reflexão crítica da realidade, o desenvolvimento de uma identidade docente embasada na pesquisa, fundamental para práticas educativas efetivas no sentido da emancipação e autonomia. Pautado nesta proposta o Estágio no curso de Licenciatura em Ciências Agrícolas do Instituto Federal Catarinense – Campus Araquari é conduzido de maneira a possibilitar a formulação e aplicação de um projeto educativo, que, uma vez baseado na realidade e demandas da escola campo de estágio, consista em um trabalho de parceria entre esta instituição e o estagiário no sentido do desenvolvimento das habilidades e conhecimentos necessários à prática docente. Dentre os Diversos trabalhos desenvolvidos, o presente relato visa discutir as intervenções pedagógicas realizadas no projeto intitulado “Cultivo e Utilização de Plantas Medicinais no Ambiente Escolar”. O referido intento educativo foi desenvolvido com estudantes do segundo ano do Ensino Médio da Escola de Educação Básica Almirante Boiteux, localizada no município de Araquari – SC. A escolha da temática, inicialmente, foi motivada pela possibilidade de trabalhar temas relacionados à saúde pública e conscientização ecológica de forma a considerar a realidade dos educandos envolvidos, uma vez que em etapas iniciais do estágio pode-se perceber grande circulação de informações, nem sempre relevantes, sobre o assunto. Os conteúdos trabalhados foram o histórico, plantio, manejo, colheita e utilização de plantas medicinais, sendo a didática utilizada pautada na educação construtivista (BECKER, 2001), considerando os conhecimentos prévios dos estudantes como ponto de partida do processo educativo (ANTUNES, 2004). Além de se mostrar viável para os aspectos relacionados aos objetivos propostos inicialmente, a temática possibilitou excelente alternativa para exercícios de interdisciplinaridade, especialmente com as disciplinas de História, Biologia, Matemática, Química e Geografia. Mais do que isso, todavia, fez-se possível ao futuro licenciado em Ciências Agrícolas, por meio da vivência deste processo formativo, a relação entre teoria e prática educativa, bem como entre conhecimentos pedagógicos e agrários.

Palavras-chave: Estágio Supervisionado; Construtivismo; Interdisciplinaridade; Plantas medicinais.


CULTURAS AFRODESCENDENTE E INDÍGENA COM BEBÊS

Gilvana Menslin Oliveira da Maia

giloliveiramaia@gmail.com

Dayse Dias Bello

Edna RosaLacerda

Patrícia Martins Corrêa

Este projeto, desenvolvido no Centro Municipal de Educação Infantil Pantera Cor-de-rosa, localizado em São Francisco do Sul, SC, em uma turma de Educação Infantil, com doze crianças de 0 a 2 anos, objetivou aprimorar a linguagem oral, o progressivo domínio motor dos membros superiores e inferiores bem como a motricidade fina, por meio de interação e atividades dirigidas cantadas, utilizando elementos da cultura indígena e afrodescendente. Para esse fim, apropriou-se o conceito de Cultura de Vigotski (1998) enquanto mediadora das ações humanas. No que se refere à cultura indígena, encontrou-se na página Web da ONG Thydêwá, canções de diversas nações, nas quais se ouvem basicamente sons de chocalhos – Macará e chocalhos de fieira – e vozes masculinas. Foram apresentadas às crianças canções em português e cantadas por crianças e homens, acompanhadas de chocalhos. Também foram utilizados vídeos com danças das nações Terena, Guarani, Xingu, Tuejuka e Yanomani e os da nação Xingu foram os que mais chamaram a atenção dos pequenos, sobretudo pela utilização do chocalho de fieira. A princípio, a audição das músicas e os vídeos causaram um estranhamento, mas, progressivamente, as crianças que já andavam começaram a marchar e a dançar no ritmo marcado pela música. Depois desse primeiro contato, realizou-se atividades referentes aos elementos encontrados nos vídeos: construção e exploração do Macará de sucata; bambolê de fibra de Taboa; chocalho de fieira construído com sementes de Capiruvu. Depois da audição e exploração do instrumento musical africano Kalimba, manusearam penas de galinha e de pato reconhecendo sua textura e movimento. Outros formatos de chocalhos foram apresentados: Macarás de metal, cilíndricos de metal e outros em formato de ovo de plástico objetivando a observação de timbres e distinção sonora. Nas atividades em que os chocalhos foram explorados com as músicas indígenas observou-se que as crianças paravam de tocá-los quando a música também parava, demonstrando percepção auditiva e internalização do conceito de música. Também se utilizou a pintura corporal presente na cultura indígena, desenvolvendo a percepção do próprio corpo e seus segmentos. Em relação à cultura afrodescendente buscou-se ritmos, danças e arte tanto em livros didáticos como em páginas Web e instrumentos musicais.. Apresentou-se às crianças vídeos de músicas regionais brasileiras com influência afrodescendente: Maracatu, Frevo e Samba. A vivência e observação de cada ritmo musical e seus elementos assim como o manuseio dos instrumentos musicais, proporcionaram a diferenciação de timbres, peso e volume e diversas formas de manuseio. Cada ação foi realizada em etapas, em mais de um dia e os resultados obtidos foram o progressivo domínio motor dos membros superiores e inferiores assim como a motricidade fina. Mas a principal contribuição foi a inserção da cultura afrodescendente e indígena no ambiente institucional, corroborando as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, que determinam uma proposta pedagógica voltada à diversidade com a construção de materiais e espaços diferentes da cultura original bem como a inserção da criança em diferentes linguagens, gêneros e formas de expressão.

Palavras-chave: Crianças de 0 a 2 anos; Cultura Indígena e Afrodescendente.


OFICINA DE REDAÇÃO

Marilene Maria Schmidt

marilene.schmidt@ibirama.ifc.edu.br

Sabe-se da dificuldade que a maioria dos alunos têm em redigir um texto, escrever uma redação objetivando simplesmente uma nota; além disso, percebe-se uma barreira que foi construída diante da elaboração de uma redação para ser entregue nas aulas de língua portuguesa ou em um concurso, seja: simulado, vestibular etc. Escrever por escrever, sem agregar conhecimento ao discente ou sem objetivos, torna-se um percalço sem tamanho, tanto para os alunos quanto para os professores. Diante desse contexto, é que se pretendeu desenvolver a oficina de redação nas aulas de língua portuguesa. Com o objetivo de aperfeiçoar a escrita dos alunos do ensino médio integrado ao vestuário, informática e eletromecânica do Instituto Federal Catarinense – Campus Ibirama, foi realizada uma oficina de redação no espaço de quatro semanas de aulas sequenciais, sob a orientação da professora Marilene Maria Schmidt. Durante as aulas de língua portuguesa criou-se, então, um ambiente propício ao desenvolvimento de textos, a partir dos conceitos e atividades de redação do autor Wander Emediato: “A Fórmula do Texto”. Foram retiradas do livro de Wander Emediato expressões para os alunos iniciarem, desenvolverem, argumentarem e concluírem parágrafos, como também, foi entregue material sobre operadores argumentativos, como forma de auxiliá-los nesta atividade. Os seguintes temas de redação foram selecionados conforme os critérios de ser um tema atual e podendo cair em um vestibular: “Consumo de álcool por adolescentes”, “Bullyng”, “Analfabetismo funcional” e “Redes sociais”. A partir da entrega de todo o material de apoio, foi pedido para os alunos desenvolverem três tipos de introdução, desenvolvimento e conclusão. Dessa forma, os alunos exercitavam o desenvolvimento dos textos e parágrafos, compreendendo a estrutura das etapas de uma redação. Foi um mês de oficina de redação, os alunos escreviam e, concomitantemente, apresentavam à professora o que produziam, e as inserções e observações eram feitas respectivamente; ao final tiveram de entregar uma redação para ser avaliada. Foi possível perceber que após a oficina de redação, os alunos possuíam mais facilidade em discernir e desenvolver parágrafos de introdução, desenvolvimento, argumentação e conclusão, consequentemente, o resultado das notas foi positivo. Tendo em vista que a oficina de redação foi um momento de intensivos exercícios de produção textual; entende-se, assim, que essa experiência auxiliou os estudantes a perderem o medo na hora de escrever uma redação e ainda favoreceu na compreensão de temas e estrutura textual.

Palavras-chave: Redação; Compreensão; Aperfeiçoamento; Escrita.


O PAPEL DO COMPUTADOR NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DE CONJECTURAS MATEMÁTICAS

Dra. Cláudia Cristina Soares de Carvalho

claudia.carvalho@saofrancisco.ifc.edu.br

Este trabalho tem por objetivo destacar os aspectos da interface de softwares matemáticos que podem contribuir para o processo de criação de conjecturas por estudantes da educação básica. As discussões deste estudo baseiam-se nas interações de quatro estudantes do 9° ano do ensino fundamental com o software Consecutivo, o qual foi desenvolvido por esta autora durante seu doutorado. Os participantes da pesquisa eram alunos de uma escola privada da cidade de Santos/SP, com desempenho satisfatório em Matemática durante o ensino fundamental. Eles se ofereceram para participar do projeto da autora e trabalharam em duplas, em dois encontros extraclasse. Por meio desses encontros, a autora visava compreender em que medida os elementos da interface do programa fomentavam a criação de conjecturas e provas matemáticas. Especificamente, nesta comunicação, apresenta-se elementos das interações dos participantes com uma tarefa que exigia a observação dos resultados da soma de quatro números consecutivos e a percepção de regularidades na mesma. Neste estudo, a conjectura foi concebida como uma afirmação generalizadora que requer verificações adicionais. Além disso, admitiu-se que ambientes digitais que possuem dinamismo, executabilidade e múltiplas representações de conceitos podem contribuir para que o estudante perceba regularidades ao explorar sistematicamente situações matemáticas. A análise das interações mostrou que os estudantes foram capazes de elaborar pelo menos uma conjectura matemática envolvendo a soma de quatro números consecutivos. Essas conjecturas foram enunciadas utilizando-se a língua materna. Mesmo com o uso da linguagem natural, as conjecturas criadas expressavam regras generalizadas. Uma das duplas, por exemplo, observou que “a soma de quatro números consecutivos é sempre um número par”. O software desempenhou um papel importante no processo de formulação de conjecturas. Elementos da interface do programa, tais como barras de rolagem, caixas de soma e reta numérica, foram utilizados pelos estudantes em suas explorações. Tais elementos, associados ao dinamismo das representações e à executabilidade dos resultados, forneceram muitos dados numéricos, os quais foram analisados e comparados com a finalidade de estabelecer uma regra comum. Notou-se que, apesar das conjecturas terem sido formuladas com base em dados empíricos, em muitas ocasiões, as justificativas para sua plausibilidade foram baseadas em propriedades matemáticas relacionadas à paridade dos números inteiros. Alguns participantes perceberam, por exemplo, que a soma de quatro números consecutivos é par, pois é sempre possível associar número par com par e número ímpar com ímpar. Conjecturar e provar são duas atividades de suma importância no universo matemático. Este estudo pode ser um indício de que estas atividades também podem ocorrer em sala de aula e podem ser potencializadas com o uso de ambientes digitais, como o Consecutivo.

Palavras-chave: Conjecturas; Tecnologias Digitais; Educação Matemática.


RELATO DE EXPERIÊNCIA DO CURSO DE CONDUTOR AMBIENTAL LOCAL

Paloma Fonseca Zorzetto

paloma.zorzetto@gmail.com

 O Instituto Federal Catarinense-Câmpus São Francisco do Sul em 2013 ofertou duas edições do curso de Formação Inicial Continuada de Condutor Ambiental Local, pelo Programa Nacional de Ensino Técnico e Emprego-PRONATEC. A unidade curricular Condutor Ambiental Local objetivou desenvolver habilidades em pessoas e instrumentá-las a conduzir com segurança pequenos grupos de visitantes em trilhas interpretativas de curto percurso, existentes em áreas naturais protegidas da região Norte de Santa Catarina. Fazendo parte do Conteúdo Programático os seguintes temas: turismo e hospitalidade; elaboração de roteiros; vestimentas e equipamentos adequados à prática de condução de visitantes; monitoramento e condutas de visitação para minimização de impactos ambientais e culturais da visitação em áreas de patrimônio ambiental, histórico e arqueológico; regras de visitação pública e informações mínimas preliminares aos clientes. Sendo ambas as turmas de alunos heterogêneas, na faixa etária, escolaridade, contexto socioeconômico e cultural. Nesse cenário, em sala de aula, o desafio foi: aproximar realidades distintas através de um exercício prático em equipes, que consistiu na elaboração e apresentação de um roteiro de visitação turística. Resultando na escolha de um roteiro, dentre aqueles gerados na atividade, para ser executado como Visita de Estudos. Culminando em uma aula prática, onde os alunos tiveram a oportunidade de conduzir visitantes- os colegas de sala e bolsistas docentes- colocando em ação o roteiro de visitação turística escolhido. Como resultado da atividade, tornou possível exercitar a alteridade; o aluno visitante e o aluno anfitrião. E o professor, tornou-se nessa experiência o visitante, deixando ser conduzido pelos alunos, por atrativos turísticos escolhidos por estes; conforme a percepção desses alunos em relação à atratividade da cidade. A caminhada pelo Centro Histórico possibilitou o compartilhar paisagens da cidade e histórias vividas, evidenciando o olhar do morador sobre a paisagem. Os valores simbólicos, afetivos, funcionais e estéticos atribuídos a essa paisagem pelos alunos. Para a atividade turística, a percepção do morador em relação à paisagem do lugar, compõe o discurso coletivo dos habitantes. E ao dialogar com o turista, o morador atuando como Condutor Ambiental Local interpreta e traduz ao visitante à alma do lugar (YÁZIGI, 2001), a identidade local. Necessária para se desenvolver o Turismo de Base Comunitária, e muitas vezes ausente no discurso de divulgação turística da cidade.  

Palavras-chave: Condutor Ambiental Local; roteiro de visitação turística; paisagem, identidade; alteridade.


MATEMÁTICA FINANCEIRA: DA SALA DE AULA PARA O COTIDIANO DO ALUNO

Leticia Saragiotto Colpini

leticia.colpini@saofrancisco.ifc.edu.br

A Matemática Financeira está inserida no mundo dos negócios, no mercado financeiro, nas operações bancárias que realizamos, no comércio e na economia do país. Nessa perspectiva, faz-se o seguinte questionamento: como lecionar conceitos da Matemática Financeira sem aplicá-los ao dia a dia do aluno? Sem procurar recursos para que o aluno vislumbre esse instrumental no seu dia a dia e, quiçá, nas ações do seu cotidiano como, por exemplo, no seu trabalho? Pode ser que o aluno manuseie a matemática financeira no seu trabalho e não tenha conhecimento de que está lidando com uma ferramenta da Matemática. Ao lecionar a disciplina de Matemática Financeira para alunos do Curso Técnico em Secretariado, do Instituto Federal Catarinense – Câmpus São Francisco do Sul, refletiu-se esta questão. Assim, com o objetivo de fazer a transposição da matemática financeira da sala de aula para o cotidiano do aluno, pediu-se aos alunos, como atividade avaliativa, que encontrassem um modelo de renda (assunto de Matemática Financeira) presente em sua vida. Caso não encontrassem tal modelo, permitiu-se que eles estendessem a procura ao cotidiano de familiares. As instruções para que os alunos realizassem a atividade foram dadas com base na teoria trabalhada em sala de aula. Porém, os alunos continuaram expressando dúvidas, tais como: “Como fazer?”, “O que poderia ser?” e “Quais informações deveriam constar nessa atividade?”. A professora, diante dos questionamentos, apresentou no quadro branco um exemplo de seu cotidiano, seguido das informações que deveriam constar na atividade avaliativa. A apresentação do exemplo atendeu aos anseios da turma, a qual procedeu à execução do trabalho. Cabe, aqui, observar que os alunos puderam realizar o trabalho em dupla ou individualmente. De uma turma de dezoito alunos, sete trabalhos foram feitos em dupla e quatro individualmente. Foram apresentadas rendas de diversos tipos: contrato de internet (dois trabalhos), contrato de aluguel, financiamento de carro (três trabalhos), financiamento de empréstimo, pagamento parcelado de compra de sapato, pagamento parcelado de compra de móvel, pagamento parcelado de compra de eletrodoméstico e anuidade de curso de inglês. Para que os dados pudessem ser comprovados, pediu-se aos alunos que, junto ao trabalho, apresentassem cópia do contrato ou do boleto correspondente à renda escolhida. Além das informações que os alunos deveriam apresentar, eles também deveriam fazer os cálculos do capital inicial (valor à vista) e do montante (valor final, isto é, capital acrescido dos juros sobre as parcelas), porém, como a maioria das rendas apresentadas não traziam o valor da taxa de juros, algumas já vinham com o valor dos juros, tais cálculos não foram possíveis, pois seria necessária a taxa de juros. Apesar disso, o objetivo de aproximar o conteúdo trabalhado em sala de aula com o cotidiano do aluno foi alcançado.

Palavras-chave: Ensino; Matemática Financeira; Cotidiano do aluno.


A PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE NA ESCOLA: INSPIRAÇÕES DE REGGIO EMILIA

Clarina Alves do Prado

clarinaprado@hotmail.com

Marelenquelem Miguel

A Educação Infantil da cidade italiana de Reggio Emilia é referência de qualidade e competência. Nessa abordagem, a criança é vista como um ser ativo, construtor próprio de sua identidade e cultura. O professor é um mediador que, ao escutar a criança, interfere e a conduz para o caminho do conhecimento. Caminho, aliás, trilhado pelas diversas linguagens que a criança tem, mas que precisa ser desenvolvida e estimulada, segundo Loris Malaguzzi, mais de cem linguagens. Muitas lições positivas dessa pedagogia desenvolvida por Loris Malaguzzi são passíveis de reflexão e compreensão. Uma delas é a participação ativa da comunidade nas ações da escola. Afim de aproximar-se melhor dessa abordagem, buscou-se na pesquisa conhecer a única instituição brasileira construída a partir de parceria firmada entre as prefeituras de Reggio Emilia – Itália e Belo Horizonte (MG) – Brasil, a chamada Unidade Municipal de Educação Infantil (UMEI) Águas Claras. Compreender quais influências da abordagem Reggiana são perceptíveis em sua prática educacional como resultado da troca de conhecimentos realizada pelos educadores dos dois países. Buscou-se então estudar a pedagogia de Loris Malaguzzi e a Educação Infantil na cidade de Reggio Emilia, Itália; Verificar qual a importância da comunidade na escola da Educação Infantil da cidade italiana; Pesquisar nas ações da UMEI Águas Claras a efetiva participação da comunidade. Iniciou-se a pesquisa a partir de um estudo bibliográfico, pois acredita-se que se faz necessário a compreensão do processo e desenvolvimento da Educação Infantil na cidade de Reggio Emilia e a participação e contribuição de Loris Malaguzzi nessa construção. Dessa forma, a pesquisa está fundamentada em autores como: Carolyn Edwards (1999), Lella Gandini (2002), Maria Carmem Silveira Barbosa (2008), Carlina Rinaldi (1999), entre outros autores que contribuíram para a reflexão da pesquisa. Além da pesquisa bibliográfica, foi realizada uma pesquisa de campo com a aplicação de questionário, com o intuito de verificar a prática pedagógica da UMEI Águas Claras e a influência da abordagem Reggiana após a troca de conhecimento promovida pela parceria firmada. A pesquisa oportunizou aprofundar, conhecer e compreender melhor a construção da pedagogia adotada pela cidade de Reggio Emilia e, a partir daí, ter subsídios para verificar os traços dessa pedagogia na prática pedagógica da UMEI Águas Claras. Foi possível observar pontos importantes da abordagem Malaguzziana na instituição mineira como, por exemplo, a forma que é trabalhada a questão da autonomia e protagonismo das crianças, o respeito quanto as suas produções culturais e construção do saber; a relação da escola com as famílias, parceiras em ações diárias, o respeito e cuidado mútuo, e a responsabilidade de ambas em assumir suas funções; o espaço utilizado de forma comunicativa entre toda comunidade escolar; a escuta praticada pelos educadores, na qual favorecem a ampliação do uso de diversas linguagens tanto para as crianças, quanto para os educadores. Todos esses fatores evidenciam como a influência da abordagem pedagógica de Loris Malaguzzi é relevante na prática pedagógica da UMEI Águas Claras.

Palavras-chave: Reggio Emilia; Comunidade; Pesquisa.


O CURSO DE LICENCIATURA EM QUÍMICA NO ÂMBITO DO IFC – ARAQUARI

Rafael Carlos Eloy Dias

Este trabalho objetiva apresentar o curso de Licenciatura em Química aos participantes do evento, destacando as dificuldades da implementação do curso e da sua gestão. Mostrará também o perfil que se pretende obter para o aluno formado, além da rotina do aluno até sua formatura. O curso do LIQUI, como é chamado, tem importante papel na sociedade de Araquari e região, não apenas por formar profissionais capacitados ao ensino da química, mas também por estar se tornando um curso bem estruturado, com profissionais de alta especificidade em seu corpo docente, técnico e administrativo, formando, assim, educadores diferenciados. Os alunos, desde o primeiro ano de curso, já têm a possibilidade de se engajar em projetos de pesquisa, projetos de incentivo à docência, bem como em Editais de apoio financeiro de diversos tipos. Monitorias remuneradas em variados setores do IFC são disponibilizadas. Eventos, visitas técnicas, minicursos e atividades de integração também fazem parte do calendário do aluno do LIQUI. Esta apresentação irá, ainda, explicitar as etapas que deverão ser vencidas até a aprovação do curso junto ao Ministério da Educação. Relatará, também, os gastos até o momento para atingirmos o objetivo principal, que é formar a primeira turma em 2014. O curso de Licenciatura em Química do IFC – Araquari, junto ao curso Técnico em Química, deverá sustentar um centro de referência, nesta área específica, na região Norte de Santa Catarina. E isto será discutido nesta apresentação de interesse geral para a comunidade do Instituto Federal Catarinense – Câmpus Araquari.

Palavras-chave: curso superior; licenciado; dificuldades; facilidades; perfil do egresso.


ALGUMAS REFLEXÕES, À LUZ DE PIERRE BOURDIEU, SOBRE A RELAÇÃO DOS ALUNOS COM O ESTUDO

Viviane Terezinha Koga

vivikoga28@hotmail.com

Ademir José Rosso

O objetivo deste texto é investigar a relação que os alunos, de uma escola estadual, têm com o estudo à luz da Teoria das Representações Sociais e a partir da Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu. As informações foram coletadas mediante a realização de entrevistas (N=40) com alunos do nono ano do ensino fundamental, utilizando o “método de triagens hierarquizadas sucessivas”. Para o tratamento das informações utilizou-se a análise de conteúdo e ainda contou-se com o apoio do software ALCESTE. Os resultados indicaram que os alunos do nono ano representam o estudo de forma ambivalente: ora ele é representado de forma positiva, como importante para o futuro, ora de forma negativa, como chato e cansativo. A relação com estudo parece estar atrelada ao utilitarismo e a sua materialidade, portanto, os alunos agem orientados por um habitus característico da sua realidade social. A relação com o estudo aparece expressa em duas vias diferentes: a conservadora e a funcional. Na primeira o estudo é representado de forma tradicional, ideal e abstrata o que remonta a sua origem histórica na qual o estudo tem um papel central no processo de superação da atual condição social e econômica. Já no que se refere à via funcional, há uma concepção do estudo real e material pautada pelo debate, pela contestação subversiva dos alunos as estruturas hierárquicas vigentes no campo educacional. Conclui-se, que a relação que os alunos mantêm com o estudo não é edificada de forma consciente, mas imposta historicamente em função da posição social ocupada por esses alunos. Assim sendo, os alunos que vivem em regiões desprovidas economicamente tendem a representar a importância do estudo, a valorizá-lo como um meio de promoção social e econômica e a procurar formas de adequar-se a ele.

Palavras-chave: Representações Sociais; Bourdieu; Alunos; Estudo.


EDUCAÇÃO E TRABALHO VOLUNTÁRIO: APRENDIZAGEM NA TEORIA E NA PRÁTICA

Roberto Dombroski

roberto.souza@ifc-araquari.edu.br

O objetivo deste trabalho é demonstrar as experiências vivenciadas durante o período que coordenei o projeto Juventude & Alegria. Este projeto é uma atividade voluntária idealizada por jovens estudantes do Ensino Médio do Colégio Estadual Eleodoro Ébano Pereira, no município de Cascavel – PR. Os estudantes realizam, em período de contraturno, atividades de recreação e artes para crianças, jovens, adultos e idosos hospitalizados em tratamento do câncer no Hospital Uopeccan. O projeto está embasado na ideia de que a educação é fundamental para a formação social e humana das pessoas, pois é a partir da educação que os indivíduos aprendem a se relacionar com a sociedade partilhando o conhecimento na prática. Sendo assim, a garantia de espaços para o desenvolvimento de projetos de relação teoria-prática é fundamental para o aprimoramento da educação, pois com a articulação entre o conhecimento apreendido e a realidade específica o estudante tem a possibilidade de ampliar a sua formação focada no desenvolvimento e transformação da sociedade. Com base nisso, as disciplinas de Sociologia e Artes foram integradas ao projeto com objetivo de relacionar as experiências vivenciadas pelos indivíduos e seus valores praticados na relação cotidiana. Dessa forma, teorias, conceitos e temas importantes como cidadania, ética, instituições sociais, trabalho e educação foram apreendidos e exercitados na prática. Entre os resultados obtidos pelo projeto o mais expressivo foi a formação de agentes sociais (estudantes) mais éticos e aptos para modificar, intervir e melhorar a realidade social, pois a relação entre o saber e a realidade específica são as bases da intervenção/transformação do meio em que o indivíduo está inserido. Estes resultados corroboram as percepções de Karl Mannheim que sugere um investimento prático-relacional de confiabilidade dos adultos às novas gerações. Para esse autor, a juventude tem importância significativa na transformação da conjuntura histórica, política e social da qual é pertencente. Portanto, as ações da juventude, no processo relacional, se constituem de sentidos e significados em termos de reciprocidade na escola, na família e na sociedade. Dessa forma, os objetivos da educação aplicados em atividades de trabalho voluntário propiciam a prática de valores sociais, humanos e afetivos que podem ser seguidos e melhorados pelas gerações futuras.

Palavras-chave: educação; juventude; trabalho voluntário.


SOBRE AS ANOMALIAS DE TEMPERATURA E O SUPOSTO AQUECIMENTO GLOBAL DA TERRA

Diogo Amaral de Magalhães

diogo.magalhaes@saofrancisco.ifc.edu.br

Desde o século passado, o aquecimento global e as mudanças climáticas constituem fortes objetos de interesses, principalmente políticos e econômicos, além das próprias questões ambientalistas. Informações têm sido amplamente difundidas em todas as esferas da sociedade pelos meios de comunicação sem o cuidado e esclarecimento imprescindíveis para a compreensão precisa dos significados acerca dos termos utilizados, o que pode gerar conclusões equivocadas do ponto de vista da ciência. A discussão de temas de interesse social em geral contribui para a formação crítica e consciente dos estudantes de todos os níveis de ensino. O objetivo principal deste trabalho é subsidiar debates e reflexões em salas de aula, nos diferentes níveis de ensino e em diferentes esferas da sociedade. A discussão realizada neste trabalho está vinculada ao projeto de pesquisa “Aquecimento global: reflexões para o ensino de física”, de Magalhães, e foi subsidiada, principalmente, a partir do artigo de Magalhães “Aquecimento global: uma abordagem para o ensino de física”, aceito para publicação na Revista Brasileira de Ensino de Física, e do artigo ainda em confecção “On anomalies temperature in the context of global warming for physics teaching”, do mesmo autor. O assunto é atacado por meio de análises das informações climáticas oficiais divulgadas pelo IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) e reflexões sobre resultados de pesquisa de grupos especializados na pesquisa do clima tais como GISS (Goddard Institute for Space Studies), CRU (Climatic Research Unit), NCDC (NOAA’s National Climatic Data Center). O trabalho discute como o conceito de anomalia de temperatura é construído pela climatologia. Foca-se na questão de sua interpretação física, tendo em vista a definição local do conceito de temperatura absoluta e suas implicações para o contexto do ensino de física, onde questiona-se o suposto aquecimento global da Terra de aproximadamente 0,5oC nos últimos 100 anos.

Palavras-chave: Aquecimento global; Anomalia de temperatura; Ensino de Física.


PAINÉIS


A IMPORTÂNCIA DE ATIVIDADES LÚDICAS NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DOS SABERES MATEMÁTICOS

Roberta Fernandes Buriti

robertaburity@hotmail.com

O estudo sobre a importância do processo de aprendizagem do saber matemático foi realizado na instituição Escola Básica Municipal João Germano Machado – E.B.M.J.G.M., na sala do terceiro ano do Ensino Fundamental I, com vinte e seis educandos, entre a faixa etária de sete a nove anos. Os educandos foram observados e avaliados durante o período de sessenta dias, através de atividades descritivas e objetivas, tendo como finalidade identificar os conhecimentos matemáticos que a turma apresentava domínio e quais conhecimentos deveriam ser trabalhados. No decorrer da pesquisa, diante dos resultados obtidos, verificou-se que 80% da turma apresentava dificuldade em alguns conhecimentos básicos de matemática, como na realização de estimativas, resolução de problemas e em operações realizadas por meio do cálculo mental. Diante desta problemática relatada, na busca de superar as dificuldades de aprendizagem apresentadas pelos educandos no campo da matemática, foram inseridas atividades lúdicas na rotina da sala de aula, como recurso didático, para a construção e aplicação do saber matemático. A inserção dos jogos foi realizada de forma contextualizada e integrada com o conteúdo abordado. Os jogos foram escolhidos conforme a faixa etária do público-alvo e de acordo com as competências e habilidades que se almejava desenvolver nos educandos. Dentre os jogos selecionados para o desenvolvimento do trabalho pedagógico foi dado prioridade aos jogos que envolvem a lógica e o raciocínio espaço-temporal, como Dama, Trilha, Jogo da Velha, Batalha Naval, dentre outros. Segundo Constance Kamii, estes jogos desenvolvem no educando o raciocínio espacial e temporal, a noção de classificação, seriação, compensação, ordenação, autonomia, concentração, e favorece a troca de experiências durante o processo de interação. No decorrer do processo de construção do saber, percebeu-se que as atividades lúdicas interferiram positivamente no desenvolvimento das habilidades e competências matemáticas dos educandos. Os educandos participavam ativamente das aulas, questionando, estabelecendo relações, buscando soluções, aprendendo a respeitar às regras, a ganhar e perder, a esperar sua vez, a lidar com as frustrações, a conhecer e a explorar os jogos e as brincadeiras, dentre outros fatores. Durante este processo foram superando progressivamente suas dificuldades de aprendizagem. Sendo assim, ao termino deste trabalho, como resultado obtemos o desenvolvimento do raciocínio lógico do educando na resolução de situações problemas, o seu interesse em realizar atividades que oferecem desafio e os encorajem a pensar estrategicamente com autonomia. Portanto, verificou-se que a utilização de atividades lúdicas na construção do saber matemático oferece ao processo de ensino/aprendizagem estratégias de intervenção pedagógicas eficazes, desafiadoras e motivadoras para o educando.

Palavras-chave: Atividade Lúdica; Benefícios; Saber Matemático;


INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE: QUEM SOMOS

Ângela Maria de Menezes

angela.menezes@ifc.edu.br

Jeovani Schimitt

jeovani.schimitt@ifc.edu.br

Este estudo pautou a atual situação do Instituto Federal Catarinense – IFC no que diz respeito aos cursos ofertados e o quantitativo de estudantes nas diversas modalidades oferecidas, quais sejam: ensino técnico, educação superior – abrangendo licenciaturas e bacharelados. Tratou-se de levantar as vagas ofertadas e as vagas preenchidas no ano de 2013/14 em acordo com a Lei 8.892, de 29 de dezembro de 2008 que estabelece que 50% das vagas deverão ser ofertadas no ensino técnico, 20% nas licenciaturas e 30% nas demais modalidades. Levantou-se ainda, o quantitativo do quadro de servidores no ano de 2014. Este trabalho objetiva apresentar o Instituto Federal Catarinense no que diz respeito ao seu quadro de servidores, cursos ofertados e número total de alunos que compõe a instituição, como forma de contribuir na construção dos saberes da comunidade interna e externa. O Instituto Federal Catarinense – IFC conta com 9.255 alunos regularmente matriculados nas modalidades de Pós-Graduação (260), Graduação (3.588), Técnico (5.152), Proeja (54), FIC (85), Certific (61) e Mulheres Mil (55). Para atender a esta demanda de oferta de cursos e proporcionar uma infraestrutura que atenda a comunidade com qualidade o IFC conta atualmente com um quadro de 1.374 servidores Técnicos-Administrativos em Educação – TAE e Docentes.A Lei 8.892, de 29 de dezembro de 2008 criou a Rede de Educação Profissional, composta pelos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, Universidade Tecnológica Federal do Paraná UFTPR, Centros Federais de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca – CEFET-RJ e de Minas Gerais – CEFET-MG, Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais e o Colégio Pedro II. A construção da trajetória do IFC, seja na criação de novos campus, seja na implementação dos câmpus existentes tem como objetivo atender às finalidades e objetivos definidos na lei, o que tem sido um grande desafio para a instituição como um todo. Os dados aqui apresentados demonstram a dimensão das ações desenvolvidas pelo IFC desde a sua criação em 2008, pois não é somente a ampliação de vagas que está em questão, mas suprir a instituição das condições materiais objetivas de que necessita para ampliar a entrada e garantir a permanência de, cada vez mais, um maior número de estudantes.

Palavra Chave: Rede de Educação Profissional; IFC; ensino técnico.


PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: UM NOVO OLHAR, UMA NOVA PROPOSTA

Jiane Elisa Winter

ji_elisa@hotmail.com


O projeto foi desenvolvido na Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisco Mees de Corupá, Santa Catarina, com todas as turmas desde o jardim ao nono ano, com os professores, os pais e demais funcionários da escola, sendo assim, o principal objetivo desse trabalho foi apresentar o Projeto Político Pedagógico – PPP, para levá-lo ao conhecimento da comunidade escolar contribuindo para desenvolver um ensino de qualidade e transparência. Primeiro foram realizados momentos de estudo, leitura e discussão dos itens que compõem o documento nas reuniões pedagógicas. O próximo passo foi a apresentar o PPP aos alunos, destacando os aspectos mais relevantes, por tópicos. Em seguida, a turma do sétimo ano, utilizando como recurso a história de varal, representou o PPP, por meio de desenhos, por ser uma linguagem universal. Tanto os alunos do jardim, quanto os pais compreenderam o documento que rege a escola. Essa construção, realizada em cada turma, foi apresentada em todas as salas. Os pais ficaram orgulhosos e maravilhados com os trabalhos apresentados pelos filhos nas reuniões de pais, na entrega de boletins e nos pontos de referência da comunidade. A partir desse trabalho houve mais parcerias, na qual se estabeleceu uma relação de confiança e respeito. Como gestora, procurei valorizar este documento, mobilizando toda comunidade para que também o fizesse. O PPP não pode ser visto como uma pedra no sapato, nem passar por um período de gestão dentro da gaveta. Ele é, sem dúvida, o primeiro passo para uma gestão de sucesso. Cada escola terá as suas particularidades, a sua realidade, o que torna o documento único na construção de sua identidade.

Palavras-chave: Escola; Alunos; Comunidade Escolar.


ORATÓRIA NAS ESCOLAS

Leiri Aparecida Ratti

leiri.r@gmail.com

O Projeto Oratória nas Escolas é desenvolvido pela organização não governamental Junior Chamber International (JCI), que se traduz Câmara Junior Internacional, em escolas públicas, com alunos do 9º ano do Ensino Fundamental. Este resumo apresenta as principais contribuições deste projeto, a partir da experiência vivenciada na Escola de Educação Básica Professora Maria Amin Ghanem, em Joinville, que é uma das instituições de ensino participantes do projeto, e tem logrado êxito no que diz respeito à aprendizagem dos educandos. A sociedade exige e transforma-se com a comunicação. Comunicar-se exerce papel importante na sociedade, transformando a vida de quem tem a habilidade para fazê-lo. Além disso, a influência que o orador/comunicador exerce sobre o público, sobre a comunidade em que está inserido tem o poder de afetar positivamente. Palavras, que visam o avanço e a transformação da sociedade, impactam de tal forma que modificam e multiplicam ações. Repensar a prática pedagógica fazendo uso da oratória pode transformar a vida do aluno, o convívio em sala de aula. Educandos têm sua criatividade desenvolvida e são instigados a participar do projeto que tem por objetivo desenvolver a arte de falar em público e impactar a comunidade com um discurso crítico sobre o tema proposto. O tema é apresentado e, através de pesquisa, o educando desenvolve o vocabulário, conhece necessidades peculiares de cada região, personalidades e pequenas ações ou iniciativas que transformaram a história da humanidade. Os alunos produzem um discurso e aquele que for selecionado na unidade escolar passa a aprofundar os estudos sobre o tema. O discurso concorrerá em nível municipal, e ainda nas etapas regional e nacional. Além de promover o conhecimento, o projeto desenvolve a iniciativa e a consciência crítica do educando, cria espaços de reflexão, crítica e intervenção sobre questões prementes da sociedade. Ressignificar a produção do educando, tornando-o ativo na comunidade é resultado da aplicação do projeto. O exercício do pensar, do descobrir e do saber o modo de avançar promove a iniciativa de implementar ações que afetam positivamente a sociedade.

Palavras-chave: oratória; desenvolvimento; educando; comunicação; aprendizagem.

 

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