III FÓRUM DA TRANSVERSALIDADE EM EDUCAÇÃO

Abordar a transversalidade em Educação possibilita a materialização da interdisciplinaridade; ou seja, o debate de questões comuns a todas as áreas e disciplinas. No entanto, ainda prevalecem receios e temores, pois se trata de lidar com saberes muitas vezes desconhecidos por nosso campo de atuação. Para instalar a Transversalidade como tema relevante nas relações escolares, é preciso acionar a curiosidade como o ponto de partida (CONDE, 2003) e também a participação dos estudantes.

O professor, em sala de aula, é a mola propulsora para “transgredir” o limite dos conteúdos para a ação educativa como prática de liberdade. Os temas transversais podem emergir como o “lugar de transgressão”; isto é, avançar rumo a uma sociedade capaz de conviver e respeitar o diverso como legítimo. Eles possibilitam avivar velhos debates pedagógicos esquecidos sobre a função social da Escola.

Trabalhar a Transversalidade não é debater temas como ética, pluralidade cultural, orientação sexual, meio ambiente e saúde como um “adendo” do currículo acadêmico oficial, mas como dimensões acerca das quais o currículo deve ser articulado, se desejamos construir uma educação com qualidade social referenciada. Trabalhar a Transversalidade é renovar-se pedagogicamente, pois constrói uma educação onde cada vez mais os espaços de ausência são preenchidos por ações de cidadania.